Longe vai ficando
O doce canto
Das calhandras e
rouxinóis
à surdina da noite
chega
a mulher de foice
no seu esgrimir de espada
os trigais
cansada
a porta a casa abre
nas mãos agora a erva
junto ao peito sua dor
ao olhar sua seiva
à água todo o mel
o homem mais ao sul.
Poema: Isidoro Augusto
Pintura: Erico Santos